Grão de Areia

Postado em Poemas, Poesia às 30 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

I
Preciosas tuas mãos
Que afagam minha alma!
Tenho a calma e o desejo
Quando fico a navegar
Com os teus beijos!

II
Preciosos teus olhares
Que me despem em delírios…
Muitos lírios eu te entrego!
Com saudades vou ficar
Sem te ver me sinto cego!


Preciosa!
Preciosa, és serena
Como amante eu me sinto
Em teus braços,
Em tua ceia!

Preciosa!
Preciosa, é morena!
Como amante eu já me sinto
A percorrer em tuas areias!

III
Preciosos são teus beijos
Que me molham o corpo inteiro
Tão faceiro eu quero amar
E ser teu único veleiro!

IV
Preciosas tuas palavras
Que transbordam em todo o meu peito,
Eu preciso confessar
Quero ter mar,
Quero teu jeito!


Preciosa!
Preciosa, és serena
Como amante eu me sinto
Em teus braços, em teu braços
Faço parte de ti
Neste mar imenso
Eu sou apenas um grão de areia!

Conversas Paralelas

Postado em 03 Trissílabos, Poemas, Poesia às 30 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

Tanto faz
Querer bem,
Viver mal
Sem sentir!
Tanto faz!

Tanto faz
Ter alguém
Ser normal
Ir além!
Tanto faz!

Tanto faz,
Almadén
Ser fatal
Ter vintém,
Tanto faz!

Tanto faz,
O que tem
Bom ou mau,
Sempre zen,
Tanto faz!

Tanto faz,
Ir de trem
Comer sal
Medo tem
Tanto faz!

Tanto faz
O que vem
Madrigal
Quem detém?
Tanto faz!

Tanto faz?
Ser a guerra?
Ser a paz?
Ter a terra?
Ser jamais?
Ver a serra?
Ser capaz?
Moto-serra?
Ser os ais?
Muito berra:
Quem te traz?
Tanto faz!

Atrás das Sombras

Postado em Poemas, Poesia às 30 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

Um dia me senti capaz de construir muralhas, com projetos e com os devidos instrumentos de trabalho!

Porém, não me senti capaz de escalar tais muralhas!

Ouvia músicas, cantos e muita alegria, além das muralhas…

Então, decidi desenhar um novo sentido de vida.

Procurei instrumentos precisos e capazes de desconstruir tudo aquele isolamento, e pus-me a dedicar nisso…

Veio o verão, e nada!
Veio o inverno, e nada!
Todas as estações! E nada?

Percebi que o tempo se esgotara e ainda podia ouvir com clareza as músicas e cantos.

Mas quem?
Quem estava animando tais festas e por quê?

Soube então, que as muralhas fizeram de mim uma caliça, um reboco esquecido…

Hoje sou incapaz de entender os por quês!

Alguém veio e desligou a tomada…

Simplesmente isso!

Vidas Prematuras

Postado em 02 Dissílabos, Poesia às 30 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

Vivi
Com medo
No tempo
Das horas
afim!

Bebi
Vinhedos
Sem gosto
De vinho
Por fim!

Corri
Meus dedos
No corpo
D’amada
Yasmin!

Perdi
Segredos
Vergonhas
Tão raras
De rir!

Colhi
Teus seios
Maduros
Num sonho
De brim!

Carpi
Levedos
D’um leito
Distante
Pra mim!

Morri
Tão cedo
Pensando
Q’achei
Teu fim!

Suposto Dilemas em Nós Atados! - Parte 3

Postado em Poesia às 30 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

III
O que você faria, eu amor:

Se passasse a vida inteira a lhe buscar, você desertaria?
Se o meu beijo lhe trouxesse muitas riquezas, você me aceitaria?
Se os meus dias estão contados e são poucos, você me amaria?
Se a paz fosse eterna entre nós, você guerrearia?
Se o amor fosse tão quente, por que esta guerra fria?
Se tudo o que lhe dei foi a verdade, você me mentiria?
Se fosse seu oásis tão perfeito, com que direito lhe abandonaria?

Me responda, por favor!

Supostos Dilemas em Nós Atados! - Parte 2

Postado em Poesia às 30 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

II
O que você faria, eu amor:

Se os quadro que pintei foram só alegorias?
Se cortassem meu coração e vendessem como bijuteria?
Se lhe dissesse que o palhaço sou eu que vive de alegria?
Se eu fosse um pirata caribenho que descobriu sua ilha?
Se todos os oceanos congelassem e maltratassem nossa alma marinha?
Se apenas um olhar parasse o tempo, o seu olhar me olharia?
Se todas as paixões que eu senti não valessem mais que o amor que lhe daria?

Me responda, por favor!!!

Supostos Dilemas em Nós Atados! - Parte 1

Postado em Poesia às 30 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

I
O que você faria, eu amor:

Se não me encontrasse mais ao seu lado nas fotografias?
Se eu fosse peão no xadrez e você minha adversária rainha?
Se eu seqüestrasse o mundo e violasse sua geografia?
Se eu fosse espião das S/A, e não ser da sua CIA?
Se eu declarasse a moratória em todas as Casas Bahia?
Se eu lhe disse a verdade que um dia morei em Bastilha?
Se eu confessasse que quebrei o esquadro que demarcou Tordesilhas?

Me responda, por favor!

Mercador de Sonhos

Postado em 12 Alexandrinos, Poesia às 30 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

E vejo em tua face, oh amada minha,
Resplandecendo em mim, sonatas ao luar!
Pudera eu contar pra ti das minhas sinas,
Quando criei bazares, foi pra t’encontrar…

Não pude perceber que me miravas longe,
Embora na distância eu sempre te amava!
Já vendi muitos passados para viver o hoje,
Porém não garanti que no futuro estavas!

Se este sol distante te bronzeia a pele,
O meu olhar fulgura a te despir tão séria…
O sol não é tão quente oh minha doce bela,
Quanto os meus amores que sempre te revelam!!

As lágrimas me agridem ofuscando em tela
A tua bela imagem que a arte explora!
Quem julga ser tão só, perdido em plena guerra?
Não sabe o que é o amor d’uma bela senhora!

Eu sinto que morri, mais foi só um engano,
Sentindo em teu olhar a fúria de um Mar Grego…
Que queres que eu te diga: que mudei meus planos?
Ser teu o mercador, o teu eterno emprego?

Que queres que eu te diga: q’estou aprisionado?
Que pelas caravanas somos dois estranhos?
Não fujo mais de ti agora acorrentado…
Ou queres que eu veleje em outros oceanos?

Que falta tu me fazes quando dos encontros,
Sem ter aquela paz que vinha ao meu conforto!
Declaro tudo enfim: seremos nós dois monstros?
Ou feitos dois amores que julgamos soltos?

Andares Perpétuos I

Postado em Minhas Séries, Poesia às 29 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

I – Conectudes

Tens andado em silêncio
Procurando dizer
O que devo fazer!

Tens andado distante
Tão carente de abraços
Tão perdidos os passos!

Tens andado sem tempo
Questionando futuros
Dois amores maduros?

Tens andado em momentos
Esculpindo nas letras
Fazendo-me caretas!

Tens andado tão tarde
A cobiçar veraneios
Numa ilusão dos alheios!

Tens andado em praias
Apagando as pegadas
Que construímos por nada?

Andares Perpétuos II

Postado em Minhas Séries, Poesia às 29 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

II – Reflectudes

Tens andado faceira
Num mundo só de vaidades
Fogueiras afogam verdades!

Tens andado em varandas
Refletindo paixões
D’algumas letras-canções!

Tens andado em jejum
Jejuando em cobertas
Podando-me as arestas!

Tenso andado tão rude
Que me vasculhas na rede
Se estamos em quatro paredes?

Tens andado passado
Revisando nas cartas
Uma persona non grata?

Tens andado sonhando
Em travesseiros de espuma
Que não tenho chance alguma?

Andares Perpétuos III

Postado em Minhas Séries, Poesia às 29 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

III – Vicissitudes

Tens andado saudades
Algodão-doce nos parques
Que neste beijo te embarques!

Tens andado bem séria
Com um choro meio ensaiado
E eu perdido ao teu lado!

Tens andado tão presa
As mãos atadas em alianças
E eu perdendo esperanças!

Tens andado tão livre
Como o coração leve e solto
E eu já nem sei se estou morto!

Tens andado em tristeza
A cobiçar e eu falo
Num estremecer de abalos!

Tens andado tão bruta
A cogitar vitupérios
A revelar meus mistérios!

Andares Perpétuos IV

Postado em Minhas Séries, Poesia às 29 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

IV – Amplitudes

Tens andado com gestos
Verificando meus passos
Extasiantes espasmos!

Tens andado em notícias
Representando as letras
Apresentando caretas!

Tens andado em vigília
Como quem busca abrigo
Em tuas mãos eu te sigo!

Tens andado em acordos
Pautando minhas audiências
Testemunhando licenças!

Tu tens andado em meu copo
Milimetrando prazeres
Me alimentando conselhos!

Tens andado em minha vida
Amando e te domando demais
Amando-me e te curando em meus sais!

Trilhos Urbanos (ou Janelas Trilhadas)

Postado em Poesia às 29 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

Às vezes recrio expressões
Acenos em alguma estaca…
Eu fico a olhar na janela:
As muitas pessoas que vão…

Quem fica imagina um retorno,
Quem segue não sabe se volta
Eu fico a olhar na janela:
As vidas que a vida revolta!

Bilhetes e olhos de chuva
Um beijo não pode evitar.
Eu fico a olhar na janela:
As lágrimas nem podem contar!

Alguém telefona aflito,
E num desespero… ninguém!
Eu fico a olhar na janela:
Mensagens escritas de alguém!

O vidro embaçado na tarde
Parece dizer a verdade!
Eu fico a olhar na janela:
Pessoas sem suas metades!

Meus olhos persistem a procura,
De um, sobretudo vermelho…
Eu fico a olhar na janela:
E ainda assim sem espelho!

O tempo fechou-se ‘inda cedo
E todos dispersos sumiram…
Eu fico a olhar na janela:
O tempo que nós não nos vimos!

Eram precisas centenas,
Milhares de horas, nem sei!
Eu fico a olhar na janela:
Teu rosto ‘inda não encontrei!

Meu coração já está velho
De tanto bater em tua porta!
Eu fico a olhar na janela:
Se amo? Já não importa!

Trago uma foto de sonhos
Que fomos tão breves também!
Eu fico a olhar na janela:
E penso: será que ela vem?

Perguntas são tantas perguntas
Que as resposta já se perderam!
Eu fico a olhar na janela:
Pessoas que não se entenderam!

Às vezes crio expressões
Do ontem se tornar hoje!
Eu fico a olhar na janela:
Quem sabe um dia tu grites meu nome!

Último Tributo ao Amor Perdido

Postado em Sem-categoria às 29 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

Nas nossas palavras ficamos
Andando em sentidos opostos
Ouvimos saudades nos planos…

Queremos vingar nosso tempo
Usando nos gestos clamores
Enquanto vivermos distantes
Remendos de encontros vazios
Ousamos ficar em silêncio!

Meus atos nos deixam cativos…

Algemas de súplicas somos
Iremos prender nossos anos
Sementes que não vão brotar!

Pedimos perdão cara-à-cara
Ensaios de um texto décor
Registros de inúmeros planos
Sementes que não vão brotar!
Insensíveis fomos atores
Sabendo que o palco ruiu
Trouxemos em nossa bagagem
Imagens sem cores vermelhas
Reprises não voltam atrás!

Achamos por bem a distância…

Unimos o que nunca uniu
Medimos as nossas partidas

Agimos quais dois paleolíticos
Medindo instintos por vezes
Olhamos os rostos marcados
Rogamos não envelhecermos!

Queremos de novo as peles
Umedecermos os gestos…
Então só te resta parir!

Silêncios me deixam calado
Em todos os cantos paramos
Inesquecível sonhar!

Queridas manhãs de outono
Um dia pudemos podar
Enlaces de noites perpétuas!

É isso que busco em nós dois…

Poeiras e mares suspiram
Roteiros que engavetamos
Os poucos momentos de nós
Irritam as nossas presenças
Beldades de irônicas vozes
Impedem que amemos eternos
Ditamos no texto o falar
Olhamos em nós a crônica feita por um…

(Mar: 12, 2002)

Réplicas de um Adeus Indesejado

Postado em Acróstico Clássico, Poesia às 29 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

Chove! E é muito forte!
Ouve-se no rádio no canto da sala
Mozart ritualizando nossos paços…
Ouve-se no rádio Mozart, sem canto!

Vi muitas chuvas
Ou eram lágrimas?
Umedeceram meus olhos os teus…

Diante desta chuva tão forte
Invado teus aposentos
Zero as nossas brigas
Evito as lembranças em preto e branco
Registradas no canto do espelho…

Queria não poder chamar tua atenção!
Uma vez que chovi de remorso
enquanto tu silenciavas minha partida!

Tudo tinha um propósito:
Encarcerarmo-nos em nosso um quarto e meio!

Antes da chuva
Muitas águas rolaram
Oraram e ficamos no silêncio somente!

Silêncio que nos trata em conta-gotas…
Espelhos? Fotos? Marcas de baton no corpo (no copo…)?

Neguei a chuva em teu rosto
Enxuguei as tempestades naquele copo!
Mergulhei no arrependimento!

Sou um pouco do silencio entre nós…
Estou em silêncio…
Imperdoavelmente estou aqui!

Olhares me perdem na saudade…

Queira não poder chamar tua atenção!
Uma vez que a chuva
Encontrou uma fresta em meu telhado!

Éh! Meus tormentos roubam tua paciência…

Antes da chuva
Meditei em tuas palavras:
“-Ainda que tu me abandones
Reservar-te-ei um perdão!”

Ouço Mozart!
Um dia te amei de verdade!

Ontem te amei com saudades!

Queria não poder chamar tua atenção!
Um dia te amei em noturnos meus…
Eu pensei que me amastes…

É! Os meus tormentos…

Ainda me amas???
Me respondas então:
Ouvimos ou não Mozart?
Retires então o que me sobra desta tormenta!

(Mar: 13, 200 8)

Espelhos Invertidos II

Postado em Acróstico Inverso às 29 Julho, 2008 por Prof Gasparetto

II – Orie Revef! (a proibição)

Filosofamos entre taças de champagnes…
Entre frissons e olhares!
Vestimos nosso ato em palco…
Entregamo-nos nas noites: o suor!
Relevamo-nos nos dias: o calor!
Entregamo-nos e nos revelamos!
Impressionamos nossos convidados!
Retiramo-nos do meio do salão:
Outro beijo, outra ousadia!

És a estrada objetiva…
É o caminho dos amantes delirante…
És o cântico inevitável das paixões clandestinas…
És a revelação de um grande amor enclausurado…
És o esconderijo de manhãs do meu sigilo…
És a escultura mais perfeita de mulher…

Que marcou em mim
Entalhes de um amor brutal…

Casais: Um Lado Oculto na Cama!

Postado em 00 Livressílabos, Crônicas, Poemas, Poesia às 13 Junho, 2008 por Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

I

Quanto tempo faz que não mais nos beijamos,
que não mais planejamos,
que não mais nos buscamos?

Quanto tempo faz que não mais as orquídeas florescem,
que nada mais nos envaidece,
que nada mais pedimos em prece?

Quanto tempo faz que não mais nossos corpos se tocam,
que não mais o ciúme provocas,
que não mais nosso amor não evocas?

Quanto tempo faz que não mais passeamos na praia,
que não mais tuas danças ensaias,
que não mais em meu colo desmaias?

II
Quanto tempo faz que não mais precisamos de afeto,
que não mais nos sentimos completos,
que não mais recusamos o certo?

Quanto tempo faz que não mais imitamos casais,
que não mais temperamos os sais,
que não mais suportamos os ais?

Quanto tempo faz que não mais nos julgamos pecado,
que não mais nos deixamos de lado,
que não mais encontrei teus recados?

III
Quanto tempo faz que não mais impedi teus assédios,
que não mais me servi de remédios,
que não mais sustentei os meus tédios?

Quanto tempo faz que não mais proibi teus abusos,
que não mais me senti um intruso,
que não mais me tratastes de Muso?

Quanto tempo faz que não mais me beijastes a boca,
que não mais arrancastes a roupa,
que não mais me amavas tão louca?

Quanto tempo faz que não mais me mordestes o lábio,
que não mais revelamos aos sábios,
que não mais tu molhastes meus átrios?

IV
Quanto tempo faz que não mais te amei como antes,
que não mais lapidei diamantes,
que não mais fomos só dois amantes?

Quanto tempo faz que não mais nos dizemos “Bom Dia!”,
que não mais encontramos “Boa Tarde!”,
que não mais procuramos “Boa Noite!”?

Quanto tempo faz?

( Jun: 03, 2008 )

Espelhos Invertidos XII

Postado em Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 12 Junho, 2008 por Prof Gasparetto

XII – Orb Mezed! – (a pacificidade)

Dedicamos nossas guerras!
Entregamos nosso amar…
Zelamos pelos tesouros secretos,
E mesmo assim, estamos pobres?
Muitos dias se passaram…
Benditos os que sabem amar…
Refiro-me aos que ousam amar…
Ousamos mesmo que seja a última ousadia!

És o autoritarismo que fere a autoridade…
És a multa indevida que insulta a verba…
És o valor indefinido de cobrar…
És o epílogo político que desfaz o verbo…
És o desejo reciclável que nos constrange!
És a liberdade conclusiva…
Que marcou em mim
Uma nova página
Que exige tinta para continuar minha escrita…

(Mai: 28, 1987)

Espelhos Invertidos XI

Postado em Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 12 Junho, 2008 por Prof Gasparetto

XI – Orb Mevon! – (a pacificidade)

Novos mundo, novos rumos…
Olhamos a vista a se perder,
Vingamos às derivas,
E as tempestades desprezamos…
Muitos desistem em continuar,
Benditos os que continuam…
Resta-nos estão o respeito ao amor:
Ousamos, como amantes, a mais um beijo!

És o grisalho permanente da loucura…
És o esmaecer de olhares inibidos…
És o pretérito perfeito do querer…
És a relutância pacífica da humanidade…
És o manifesto renovado…

Que marcou em mim
Impactos culturais
De saberes imprescindíveis…

(Abr: 22, 1987)

Espelhos Invertidos X

Postado em Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 12 Junho, 2008 por Prof Gasparetto

X – Orb Utuo! (a ousadia)

Ousar, é ter certeza de coragem
Usar a ousadia, é enfrentar obstáculos…
Trouxemos cartas, perfumes e música…
Utilizamos os talentos, nossas armas…
Bendizemos o que é certo e adorável
Reservamo-nos ao sentido encontro…
Ousamos e ousaremos beijar-nos!

És a solução que minha química precisa…
És a função que estabelece a equação…
És o abstratismo das falas que escrevi…
És a indignação que provoca em mim ausência de atitudes…
És o patrimônio interventor…

Que marcou em mim
A ousadia de escrever
Sem obstáculos reais…

(Mar: 19, 1987)

Espelhos Invertidos IX

Postado em Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 12 Junho, 2008 por Prof Gasparetto

IX - Orb Metes! (o protocolo)

Serenamente, cativamo-nos preciosos…
Entorpecidos de conquistas,
Trouxemos nossas caravelas
Enviamos mensageiros à nova terra!
Mundos novos, eternos amantes!
Buscamos no beijo a descoberta…
Reencontramos o sentido dos por quês!
Ousamos navegar em nossos beijos…

És o pergaminho indecifrável que decifras…
És a pontuação que se eleva em igualdade…
Pés a concretização alicerçada de momentos…
És a efetiva curva de oferta que procuro…
És o horizonte que renasce no poente…
És a medida exata do expoente…
É o código de ética…

Que marcou em mim
O protocolo do silêncio
Numa embarcação de leigos!

(Fev: 26, 1987)

Espelhos Invertidos VIII

Postado em Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 12 Junho, 2008 por Prof Gasparetto

VIII - Ot Soga! (a reflexão)

Além dos oceanos madrigais,
Gritamos ondas gigantescas de prazer!
Ousamos sim, que amamos!
Somos terra e mar…
Tecemos enfim nosso céu…
Ousamos um beijo menestrel!

És a literatura exclusiva em minha estante…
És a palestra efusiva dos retóricos…
És p surreal que explica a realidade…
És o tratamento e a alta que vida pede…
És a universalidade de espelhos que reflete o verso…
És a incógnita…

Que marcou em mim
Uma leitura de contextos
De estantes vitrais!

(Jan: 18, 1987)

Espelhos Invertidos VII

Postado em Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 12 Junho, 2008 por Prof Gasparetto

VII - Oh Luj! (o jogo)

Juntos partilhamos um êxtase singular!
Úmidos sentidos, úmidas razões…
Lavamos nossa alma em champagnes…
Hospedamos no amor nossos sussurros!
Ousamos em público um beijo!

É o incenso delirante dos Nirvanas…
És o agreste fulminante que povoa a sapiência…
És o orvalho das varandas que invadem o meu quarto…
És o partilhar de açúcares de beijos em minha boca…
És a escultura da mulher que emana do saber…
És a musa cristalina da razão…
És o cheque-mate…

Que marcou em mim
Um entregar de peças
Num tabuleiro do ter ou não ter!

(Jan: 08, 1987)

Espelhos Invertidos VI

Postado em Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 12 Junho, 2008 por Prof Gasparetto

VI - Oh Nuj! (a contagem)

Jejuamos juntos as maçãs…
Umedecendo o plexo solar de prazer…
Nossos convidados aplaudiram,
Horas à fio, sem se cansarem…
Ousamos um beijo inóspito em público!

És a minha matemática exata que calcula meus queres…
És a razão subconsciente que se apropria em triz…
És a dádiva do Nilo que te papira em gestos…
És o meu crescente fértil que me sustenta em vida…
És a minha insônia permanente a tatear na história…
És o transbordar de vinho rose que duas taças brindam…
És a nostalgia de um beijo grego…

Que marcou em mim
O ábaco das paixões
Incalculadas…

(Dez: 24, 1986)

Espelhos Invertidos V

Postado em Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 12 Junho, 2008 por Prof Gasparetto

(Art by B. Huffman, bruce-fantasy)

V – Oyam! (a sublimação)

Ministramos valsas singulares,
Atiçando o despertar do grande público!
Ironizamos num beijo um espetáculo,
Ousamos tecer um grand finale!

És o elixir que perpetua meu viver pirata…
És a sinfonia preste a nascer nos montes…
És a mulher de outono que choras tantas folhas…
És a crisálida liberta dos jardins secretos…
És o pingente de uma lágrima perdida em solidão…
És o oceano transbordante que inunda minha pela…
És a chuva de verões que se mesclam ao meu suor…
És um novo brotar de dia em minha cansada noite…
És a água potável que jorra de prazer sobre meu corpo…
És o diamante do meu reino sublimado em transição…
És o olhar tão sábio de esposa proprietária…
És minha morada tão sublime de amada-musa…
És o meu entender que me compreende no silêncio…
És minha garantia…

Que marcou em mim
Uma riqueza possessiva
De te amar em demasia…

(Dez: 13, 1986)

Espelhos Invertidos IV

Postado em Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 12 Junho, 2008 por Prof Gasparetto

(Art by almagnus.com, nile at assouan)

IV – Lyrba! (a leviandade)

As faces róseas dos amantes,
Brindavam em taças o amanhecer!
Recordo ainda que valseamos,
Inquietudes fomos para alguns,
Labirintites para outros!

És o calor que queima minha alma leviana…
És a pintura que se inibe na nudez dos muros…
És a próximo crônica que escrevo nos escuros…
És o poema de relevos em meu dizer profano…
És o iceberg clandestino que congela os mares que navego…
És o ouro que me causa tanta febre solitária…
És a cura de um amor enfermo…

Que marcou em mim
A cicatriz de um
Coração partido…

(Nov: 21, 1986)

Espelhos Invertidos III

Postado em Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 12 Junho, 2008 por Prof Gasparetto

(Art by almagnus.com, enfin libre)

III – Ocram! (a inocência)

Músculos exaustos de Chandon…
Aos lábios anestesiados de beijar…
Reticenciamo-nos nos suspiros…
Como pela primeira vez:
Ousamos novamente, no beijar!

És a tatuagem que tocou minha razão..
És a plenitude dos meus travesseiros de espuma…
És a descoberta de uma nova canção de Paganini…
És o gesto imaculado de se amar o infinito…
És a fuga dos sonetos descobertos por Camões…
É o único lampejo de desejo…

que marcou em mim
mergulhos de um amor teu,
tão inocente…

(Nov: 12, 1986)

Persona non Grata (Naquela Casa Morreram Meus Sonhos)

Postado em 05 Pentassílabos, Pensamentos, Poemas, Poesia às 4 Junho, 2008 por Prof Gasparetto

(Art by Alan Ayets - Lady of Mystery)

Beijei muitos rostos
Não tinham um “quê”
Que fosse melhor!

Lembrei dos perfumes.
Vitrines e bares
Que nós conhecemos!

Tivemos amigos,
Jantares e festas,
Estamos tão sós!

Fizemos cafés,
Torradas, geléias,
Num quarto qualquer!

Rasgastes a foto
Sem ter a razão,
Sem ter um por quê!

As flores murcharam,
No vaso da sala,
Tão triste ficou!

O meu prejuízo
Foi ter revelado
Amores sinceros!

Não há mais motivos
De ler tuas cartas,
De ir caminhar!

Calçadas vazias,
Vizinhos felizes,
Metade se foi?

Em busca de algo
Que enchesse de amor?
O que é o amor?

Escrevo nas cartas
Que um dia vivi
Feliz ao teu lado!

Agora morri
Sem ter endereços
Num quarto alugado!

Espero qu’encontres,
Um amor de verdade
E tenhas razão!

Terás muitas flores,
Perfumes e cartas
De amantes talvez!

Amor não se compra,
Amor não se paga,
O mundo dá voltas!

E quando bateres,
Que era tua porta,
Talvez seja tarde!

No amor se perdoa,
No amor se acredita!
O amor se faz vida!

São portas fechadas,
São cartas no chão,
E sombra de flores!

Talvez a velhice,
Vai dar como prêmio,
Sentir solidão!

(Out: 15, 2007)

Olhares de Líbano – XII

Postado em Acróstico Clássico, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 31 Maio, 2008 por Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

XII – Delírios em Dezembro

Mãos que me afagaram
Enquanto febril estava!

Suores e delírios tive
Unificando todas as distancias!
Suores e delírios castigaram-me…
Tentando sofrer sozinho!
Eu me via perdido
Num leito enclausurado e vazio,
Tentando me recuperar em teus braços…
Eu me encontrava agora, amado!
Íris de avelã!

Poderemos fugir um dia?
Entregar nossos recados?
Lograr os momentos perdidos?
Ouvir Vivaldi nos salões?

Temo em te perder!
Eu, febril num ósculo fanático,
Um dia nos amamos?

Até nos teus olhos eu sinto um adeus…
Meus olhos fecham-se em tréguas…
Olhos que te furtaram em noites,
Representavas nua em tua varanda!

Eu, febril, desejando-te beijar…
Teus lábios de encontro aos meus
Encontros febris? Talvez.
Rostos, sorrisos e noturnos,
Num encontro adormecido.
Olhos que me fazem novamente são!

(Dez: 27, 2004)

Olhares de Líbano – XI

Postado em Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 31 Maio, 2008 por Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

XI – Ramos de Novembro

Quimeras, musks e sândalos,
Uma mulher perfeita!
Envio-te meus mensageiros.
Recados dizendo de amores!
Os meus recados todos são assim…

Queira aceirar meu perfume
Úmidos em tua alma,
E envies-me teus sonhos!

Sonhas com flores nas varandas
Enfeitadas de multicores?
Jardins suspensos te farei,
Além dos jardins que existem1
Somente e unicamente para ti!

Meus planos estão na tua formosura!
Invejado nos tristes pagãos…
Não chores por mim, minha amada,
Hoje estarei ao teu lado
Afagando teu coração!

Meus olhos choram por ti,
Uma chuva de lamentações,
Lamentos, por que existem?
Hoje estarei cavalgando…
Encontros? Já posso imaginar:
Rostos, bocas e olhares a se beijarem!

Amanhã serei teu perfume,
Mesmo que eu lute sem tréguas…
Amanhã, olhares e amores,
Depois as nossas histórias,
Amantes, um dia lerão!

(Nov: 09, 2004)

Olhares de Líbano – X

Postado em Acróstico Clássico, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 31 Maio, 2008 por Prof Gasparetto

( Photo by Alyasiyyah)

X – Oliveiras de Outubro

São teus olhos, verde-oliva,
Unidos me vigiando,
São meus olhos, castanhos amendoados…
Tímidos te olhando!
Enquanto nós nos olhamos
Nossos corações se silenciam
Tétricos e surpresos
Ante nosso silêncio de amantes!
-“Meu Amor!”, me dizes.
-“Ouve o meu coração…!”
Simplesmente ensurdeci o futuro!

Um simples olhar,
Mostrariam “aquellos ojos verdes!”

A verdadeira razão de um se amar por inteiro!
Metades verdades…
Outras metades, talvez!
Restam-nos poucas verdades…

Pelos olhares te amei!
Lábios carnudos, mordi!
Alma atrevida, parti!
Tudo o que eu tinha, perdi!
Noites, nudezas, sonhei!
Impossível te esquecer!!!
Como me esquecer sem os teus olhares,
Olhos verdes se me entreguei a ti?

(Out: 26, 2004)

Olhares de Líbano – IX

Postado em 00 Livressílabos, Crônicas, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 31 Maio, 2008 por Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

IX – Sombras de Setembro

Olhos que me alucinam!
Noites que nos fascinamos!
Dias que nos declaramos!
E onde estamos?

E onde nos perdemos?
Sombras em algumas palavras,
Toscas, rudes, sem sentido talvez…
Atuamos cegos em nossos caminhos,
Ouvindo varias vezes: -“Adeus!”

Noites de muitos seqüestros!
O ritmo alucinante de nossos corpos…
Sombras em algumas palavras!
Sombras em algumas sentenças!
O furor desarrazoado dos sentidos…
Sombras em algumas sílabas!

Comentastes sobre nosso amor,
Amor que construímos nas estações!
Me destes a chance de ser feliz…
Imagino eu ter feito o mesmo!
Nas palavras todas, um olhar!
Houve um dia, um olhar!
Olhar que me cativou…
Sombras em alguns olhares…

Quase me distanciei ouvindo Bach!
Uma orquestra num distante…
Enquanto esculpia teu corpo em meus braços,
Revelavam-se segredos!
Inevitáveis olhares me hipnotizavam
Diante dos teus,
Aos olhos meus, amávamos às sombras de tudo!

(Set: 16, 2004)

Olhares de Líbano – VIII

Postado em 00 Livressílabos, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 31 Maio, 2008 por Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

VIII – Areias de Agosto

 

Nestes caminhos andei

Andei por estes caminhos

Ouvindo teus passos somente!

 

Mares, areias eu sei,

Eu sei que perdi tuas brisas…

 

Devoto-me naquele olhar

Enviar-te s meus recados!

Ignorei teus amares um dia…

Xinguei as maresias, com plebeísmos,

Evitei cair nas solidões.

Solidões que eu mesmo criei!

 

Agora andando em caminhos duvidosos,

Queira Deus te encontrar,

Ultimar velhas canções

Içando-te a uma dança magistral!

 

Nunca pensei

Amar-te nas distâncias!

 

Sonhei encontrar nos teus beijos

Olhares que enchessem de orgasmos

Lábios que muitas vezes mordi…

Ignorei teus amares um dia?

Diante de tudo que vi

Amando amores perdidos,

Ouvia sempre lamentos…

 

Sonhei encontrar teus olhares,

Amar teus amores tão puros…

Uma canção te farei, eu juro!

Depois que tu voltares

Aos braços de quem sempre te quis,

Digo daquele que fora amante,

Em teus olhares me entregar somente!

 

(Ago: 21, 2004)

Olhares de Líbano – VII

Postado em 00 Livressílabos, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 31 Maio, 2008 por Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah) 

VII – Tempos de Julho

 São teus olhos que me guiam

Entre os caminhos que desconheço…

Meus olhos se cegueiam em loucuras!

Por mais que eu tente te esquecer

Risos fracos e tranqüilos…

Eu aqui aguardando tua formosura de mulher!

 

Tratados e acordos que fizemos

Entre palavras e gestos não vingaram!

 

A ânsia de ter-te sempre ao meu lado

Mesmo no distante,

Eu aqui amante insano

Irônico numa paixão mal revelada!

 

Meus instintos me traindo

Em gestos de amores e saudades

Saudades que marcaram nossas vidas

Mesmo no distante…

Obriguei o tempo que parasse!

 

Não consegui!

O tempo continua a se esvair…

 

Depois de tanta luta

Ignorei de todos os falares: -“Onde estás?”

Sabendo que a dor se faz presente

Tratados e acordos são passados!

Ainda que meu rosto, o tempo agrida,

Não consegui para o tempo!

Tempo que no meu rosto olhas, pára!

Em teus olhares, só os teus me levam a eternidade, querida!

 

(Jul: 19, 2004)

 

Olhares de Líbano – VI

Postado em 00 Livressílabos, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 31 Maio, 2008 por Prof Gasparetto

VI – Paixões de Junho

Milhares de quilômetros te persegui!
Encontrei rastros na areia,
Um punhado de saudades e só1

Colhi flores do campo pra te fazer surpresas!
Humilhei pássaros que te fizessem canções!
Orei pelas estradas minha oração sem rimas,
Rimei teu coração com o meu!
Olhei teus olhos que ficavam no vazio!

Tentei te seqüestrar nas madrugadas,
E me vi enclausurado em outros braços…

Toquei mil alaúdes pra te ver dançar!
Orquestrei meus músicos com meus provérbios…
Risquei tapetes persas pra afagarem teus pés!
Num uma palavra…
Ou gestos,
Umedeceram teus olhares!!!

Lancei pelos desertos, caravanas!
Andarilhos foram pagos pra seguir-te,
Ma nenhuma palavra,
Entre milhões,
Notaram a tua formosura!
Trago no meu peito o teu nome! (“#######”)
Ouvindo e reprisando: -“Eu te amo!”

Promessas são teus olhos que me despiram
Romances pelos mármores em paixões de junho…
Ouvi: -“…te juro que sempre te amarei!”
Foram quilômetros…
Um punhado de saudades e só!
Na tua formosura,
Dediquei toda a brandura
Ouvindo: -“Eu já volto meu amor!”

(Jun: 12, 2004)

Olhares de Líbano - V

Postado em 05 Redondilha Menor, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 31 Maio, 2008 por Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

V Juras de Maio

Preciso dizer
Que ontem sonhei
Com teus belos olhos…

Quem dera voltar
A te namorar,
Perfume de lótus!

A minha ansiedade
Tornou-se saudade,
Suores e corpos!

Tranquei meu passado
Pedindo teu lado
Nas festas de fogos!

Gritei o teu nome
E tudo me some
No fundo dos copos!

Preciso de ti
Poder repartir
Os beijos tão soltos!

Não quero te ver
Aos olhos perder
Nos mares revoltos!

Te amo em compor
Canções de amor
Perfumes de rosa!

Se amo, tu sabes!
Digo aos sheiks árabes
Que tu és formosa!

Amei teus desejos
Brinquei com teus beijos
Teus olhos de maio!

Sonhei com o futuro,
Com versos te juro
Olhares, soslaios…

Molhastes meu corpo
Com brisas e sopros
Num único ensaio!

Olhastes meus olhos
As peles e os poros
Com medo me traio!

Preciso dizer
Que hoje eu guardei
As fotos no armário!

(Mai: 26, 2004)

Olhares de Líbano - IV

Postado em 12 Alexandrinos, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 31 Maio, 2008 por Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

IV Beijos de Abril

Teus olhos me fascinam, minha musa única!
Castanhos, singulares de amante bárbara…
Teus olhos me ensinam a te amar na música
Compondo no teu corpo o meu fascínio bárbaro!

Mil noites eu te amei em delirantes sílabas,
Suores e canções nos vão fazendo vítimas…
As fronhas e os lençóis tão perfumados ficarão
Pelos gemidos teus e pelos beijos íntimos…

Não quero que amanhã tu sofras de saudades!
Eu quero escrever teu corpo em minhas mãos
Sonhando que na história foram só verdades!

Teus olhos me dominam em meus dias ótimos!
Quem dera te amar longe da solidão,
Trazer junto ao meu corpo o teu corpo próximo!

(Abr: 17, 2004)

Poema Amargurado de Um Querer Distante! - VII

Postado em 10 Decassílabos, Pensamentos, Poemas, Poesia às 30 Maio, 2008 por Prof Gasparetto

(Art by Vladimir Kush, walnut of eden)

VII – As Conseqüências

Trouxeste-me dos campos teu plantar
Que cultivado sonhos m’encontrou!
As noites já não tinham mais luar!
E os dias, nem o sol se despertou!

Preciso me esconder dentro dos frios
Que a amargura provocou em mim…
A morte se compraz vendo meus erros
P’ra que eu pense que chegou meu fim!

Existo em tais dilemas meu amor?
Ou julgo estar amando no vazio
Ou nós criamos um amor baldio?

Existe alguma forma minha dor
Que morras nesse instante de sofrer?
Ou queres que me mate por perder?

(Ago: 30, 1980)

Linhas Sublinhadas

Postado em Poemas, Poesia às 30 Maio, 2008 por Prof Gasparetto

(Art by ladydawg - secret)

Esferografei-te em rimas,
Procurando nos teus traços
Um fio condutor, que me levasse
Atomizado ao teu encontro!

Esferografei-te em folhas
Como se fosse compor as estações,
Mas percebi que o calendário
Era pretérito perfeito!

Esferografei-te em páginas
Articulando em cada frase
Um ritmo harmônico de desejos
E quereres etéreos!

Esferografei-te como definitivo
Instigando um limite ao infinito,
Rebuscando nas entrelinhas,
Exclamações dos depois!

Esferografei-te como livro
Não em eterna estante.
Não em bibliotecas, ou livrarias,
Mas como memória minha somente!

Esferografei-te em minha pele,
Na tentativa de te tatuar em mim,
De perpetuar um sim.
Mas a tinta acabou, chegou ao fim!

Esferografei-te em incisos,
Para provar e ver se advinhas
Quantas esferográficas preciso
Para sublinhar as tuas linhas!

Meio Ambiente: Eu Quero Um Pra Viver!

Postado em Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia às 30 Maio, 2008 por Prof Gasparetto

(Art by Mazo 3D)

Mas há tantas perguntas a serem feitas,
entre tantas: o que fizeram das cores?
Ignoram os verdes, ignoram os azuis…
Oprimem as águas, oprimem os ares!

Alguém quis pintar o cenário com outras cores
manchando as cores primárias, as secundárias…
Brincaram com as matizes do cinza, vejam só!
Ignoraram as cores, ignoraram os vôos…
Elevaram o cinza feito cortina em céu fechado!
Não foram capazes de bordar o futuro:
trouxeram tratores e moto-serras!
Evitaram o novo, plantaram o obscuro!

Obrigaram as aves a pousarem! Mas aonde?

Queimaram solos, décadas, memórias…
Ungiram com brasidos o solo fértil,
Ergueram tótens à tecnologia e chaminés à demagogia!

(Art By almagnus.com)

Ergueram monumentos rústicos, desviaram rios!
Sem saber ao menos uma única prece…
Todos querem beber da mesma fonte:
Água que não mais evapora, vira pó!
Orgulhos? Podres orgulhos!

Respondem com agressividade capital,
Erguem muralhas ao monopólio comercial…
Sentem-se donos da própria natureza…

Erguem outdoors em neóns e acrílicos,
Revolvendo seus problemas financeiros!
Vasculham as florestas, expulsam os silvícolas…
Arquitetam banquetes, grandes festas!
Não imaginam que os dias são críticos,
difíceis de manejar…
Orgulham-se com o caos assoberbado da luxúria…

Pensam na imortalidade tordesilhana,
Arquivam a natureza como um simples detalhe,
Resolvendo seus problemas financeiros!
Armam-se de tratores, serras-fitas e arames farpados!

Armam-se de glórias, deixando para trás farrapos…
Servidão inglória, servidão desumana!

Não percebem que mataram mais um dia!
Óbitos e mais óbitos
Saem dos hectares,
Saem do sonho ardil…
Agridem com suas máquinas o nosso jeito infantil!
Saboreiam a mediocridade desmatando vidas!

Valei-me Deus: o que é a vida afinal?
Isso tudo seriam partes de um pesadelo
De Hiroshima à Chernobyl?

Armam-se de arrogantes senhores?
Senhores do quê?

Senhores de quem?
Eles devem pensar que são imperadores!!!!

Enganam-se, senhores!
São apenas medíocres senhores,
trazendo a tragédia como projeto,
Aguçando na natureza seu poder insano!

Ouçam-me que se faz tarde se queremos preservar o ser humano!

Mesmo aqui, procuro cultivar
Ao menos uma semente,
Num solo hostil, às vezes sou descrente!
Criaremos, ou tentaremos revolucionar!
Haja o que houver,
Ainda que as bandeiras não tenham mastros,
Negaremos hoje que o absurdo continue…
Dão-nos pedras, daremos pães!

Ouviremos os sensatos, reagiremos aos infiéis!

(Art By almagnus.com)

Ainda há tempo, amigos!

Venceremos braço-à-braço!
Iremos juntos passo-à-passo!
Diremos a todos numa só voz que a natureza é nossa!

                                             que a natureza somos nós!
Alguém é contra???

(Mai: 30/0 8)

Espelhos Invertidos II

Postado em Acróstico Clássico, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 26 Maio, 2008 por Prof Gasparetto

II – Orie Revef! (a proibição)

Filosofamos entre taças de champagnes…
Entre frissons e olhares!
Vestimos nosso ato em palco…
Entregamo-nos nas noites: o suor!
Relevamo-nos nos dias: o calor!
Entregamo-nos e nos revelamos!
Impressionamos nossos convidados!
Retiramo-nos do meio do salão:
Outro beijo, outra ousadia!

És a estrada objetiva…
É o caminho dos amantes delirante…
És o cântico inevitável das paixões clandestinas…
És a revelação de um grande amor enclausurado…
És o esconderijo de manhãs do meu sigilo…
És a escultura mais perfeita de mulher…

Que marcou em mim
Entalhes de um amor brutal…

(Out: 28, 1986)

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Espelhos Invertidos I

Postado em Acróstico Clássico, Minhas Séries, Poemas, Poesia às 26 Maio, 2008 por Prof Gasparetto

I – Orie Naj! (a conjugação)

Jejuamos juntos…
Amores em gregos mármores, canções latinas!
Nostalgiamos valsas vienenses…
E depois, nos alimentamos de noites!
Impressionamos nossos convidados
Rompemos os obstáculos,
Ousamos velejar em público…

És todo o brilho de uma manhã singela…
És todo perfume desconhecido…
És a brisa que me beija em sonhos de valsa…
És a pétala de selvagem orquídea…
És a conjugação do verbo amar perpétuo…
És o primeiro eterno encontro…
És o verdadeiro beijo do adeus platônico…
És a canção nativa que me inspira etéreo…
És para mim eterna primavera…
És a impressão fatal…

Que marcou em mim o início
De um romance bárbaro…

<!– @page { margin: 2cm } P { margin-bottom: 0.21cm } –>

(Out: 20, 1986)

Inóspitos Desejos II

Postado em 05 Redondilha Menor, Poemas, Poesia às 14 Abril, 2008 por Prof Gasparetto

(Art by George Grie)

I – As Rusgas

Quand’ abri a porta
Senti reação
De quem te mudou!
As pedras reclamam
Dizendo que andas
Chutando paixões!
Desertos plantamos
Tiramos das cores
A cor de viver!
Acordes confusions
Cantamos aos berros
Calando morremos!
Abrolhos nos quartos
Escadas sem nexo
O vinho azedou!
Lareiras em teias
Transbordam passados
Gemidos talvez!
Tornamos tão ácidas,
A plástica, o beijo,
Que o adeus corroeu!
(Fev: 21, 2001)

Inóspitos Desejos I

Postado em 05 Redondilha Menor, Poemas, Poesia às 14 Abril, 2008 por Prof Gasparetto

(Art by George Grie)

I – As Marcas

Quando abri a porta
Não tive a intenção
De te provoca!
Olhastes meus rastros
Suores, fracassos
Aqui estou eu!
Sofri tantas noites
Andando sem rumo
Vivi surreal!
Colhi teus retratos
Do fundo das malas
Colei teu furor!
São sombras de dúvidas
Castigos e vísceras
De um curto prazer!
Poeiras nos móveis
Lençóis nos armários
Perfumes vencidos…
A taça na sala,
Baton “Guatemala”,
Cortei teus ciúmes!
(Fev: 04, 2001)

In Vitrus Dominus

Postado em 00 Livressílabos, Acróstico Inverso, Crônicas, Poemas, Poesia às 9 Abril, 2008 por Prof Gasparetto

(Photo by Alyasiyyah)

Entendendo quando tu te escondes,
Silencias o próprio silêncio
Silencias a minha própria existência!
Antes acreditava numa oportunidade
Meramente única, não-simbólica…
Acreditava nisso!

Entendia que poderíamos quebrar o silêncio
Mas, caí no teu silêncio…

Entendemos que seria possível…
Como possível?
Ouço tuas letras espalhadas na net,
Volto ao mesmo ponto: Por quê?

Escrevi tantas frases
Sabendo que um dia lerias…

Rimei tua distância
E nunca deixei que a saudade
Culminasse num adeus definitivo!
Elaborei encontros
Todos foram se amarelando

nas gavetas do tempo!!!
Nas frases, o segredo poderia ser revelado…
Ouço distante quando me chamas!
Clamo pelos teus olhares
Ainda que cego por te ver!

Antes as cores excitavam-se nas varandas
Impressionavam-me com tuas formas líricas
Reconstrui teus lábios
Emudecendo-me no mel do teu gostar,
Ditei perfumes campestres em teu corpo
Ousando seqüestrar de todos os jardins
Perfumes de delírios!

Lamentei profundamente não ter te amado antes!
Envelopes por sobre a escrivaninha
Viciferam um talvez melancólico,
Institintivamente te amei sem que tu soubesses!
Suspirei em minha madrugadas,
Silenciei meu travesseiro único!
Obriguei-me a trancar a esperança
Perguntando se eu estava errado!?
Mistificando nos atos a possessividade…
Iríamos contemplar um dia

Os sonhos que temos em separado?


(Abr: 06, 200 8)

Último Tributo ao Amor Perdido

Postado em 08 Octassílabos, Crônicas, Poemas, Poesia às 2 Abril, 2008 por Prof Gasparetto