Palavras Quebradas

Tua voz me silencia no torpor de quebradiços amores pagãos!

O que era longínquo se faz totem em minhas paredes

Cheiro os orquidários que cultivastes em minha vida

Viro as páginas de um almanaque amarelado para encontrar a papoula que um dia numa carta me destes de presente!

Longe o futuro está…

As maçãs e o vinho rose tingiram meu vestido de alcaçuz

 

Veio a chuva e molhou-me de saudades tuas…

Teu rastro de âmbar espalha-se em meus pensamentos

O retorno me confessa que estou ficando envelhecida em meus bordados de faróis…

 

Dispo-me do tom sossegado das borboletas silvestres

Minhas mãos ainda sentem tuas mãos como presente breve em minha vida!

 

O toque dos teus lábios encarcera-me de alegria,

Prisioneira indefesa em teus braços

Músculos trêmulos e longínquos dos meus

 

Ondes estás amado encapuzado de noturnos?

 

Sequestra-me de uma vez,

Preconizo o amor como seiva, como orvalho, como leite de rosas…

Foram gestos inocentes, eu sei!

 

Olhares me rebuscavam do vazio distante de um sorriso,

Íamos cambaleantes até aos nossos tapetes e lá o silencio pairava em nossos olhares!

Eram quebradas todas as palavras

Eram preenchidos todos os vazio que pecamos um dia

Eram tardes

Eram noites                                    

Eram invisíveis quereres de se querer mais

Éramos nós atados no silencio… inocente do amanhã…

Aqui tudo é sílaba que num estado venoso acelera o espaço que ser o momento!

 

Tua paz, meu mar.

Tua ambição, meus critérios.

 

Longe se vai a calmaria de nossos oceanos banhados de nós,

Cercados de mímicas

Sim, oculto esta nossas calmarias…

Perdemos a razão e o final…

Esqueci meu poema na mesa de vime

 

Fecho meus olhos no teu corpo

Ouço teu corpo em minha voz

E sorrateiramente vou lapidando tua dança barroca de compreender o que sou hoje!

Posso ouvir teus adjetivos sinceros

Quero dormir,

Quero despertar,

Queres-me ao teu lado?

Vejo tuas escritas espalhadas em meus espelhos…

 

E o que tem sido a minha vida?

Percorro os mares das questões e me deparo com adágios do passado

Mozartiamos incansáveis momentos,

Rodávamos feitos moinhos de vento…

 

Quero dormir,

Quero despertar,

Queres-me ao teu lado?

Vejo tuas escritas espalhadas em meus espelhos…

 

Nada me explicaste sobre o consolo

Ficava sempre no depois quem sabe!

 

Desolada fico,

Choro,

Espero-te um dia… talvez!

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