Entardecer de Pétalas III

III Mercador de Sonhos

E vejo em tua face, oh amada minha,
Resplandecendo em mim, sonatas ao luar!
Pudera eu contar pra ti das minhas sinas,
Quando criei bazares, foi pra t’encontrar…

Não pude perceber que me miravas longe,
Embora na distância eu sempre te amava!
Já vendi muitos passados para viver o hoje,
Porém não garanti que no futuro estavas!

Se este sol distante te bronzeia a pele,
O meu olhar fulgura a te despir tão séria…
O sol não é tão quente oh minha doce bela,
Quanto os meus amores que sempre te revelam!!

As lágrimas me agridem ofuscando em tela
A tua bela imagem que a arte explora!
Quem julga ser tão só, perdido em plena guerra?
Não sabe o que é o amor d’uma bela senhora!

Eu sinto que morri, mais foi só um engano,
Sentindo em teu olhar a fúria de um Mar Grego…
Que queres que eu te diga: que mudei meus planos?
Ser teu o mercador, o teu eterno emprego?

Que queres que eu te diga: q’estou aprisionado?
Que pelas caravanas somos dois estranhos?
Não fujo mais de ti agora acorrentado…
Ou queres que eu veleje em outros oceanos?

Que falta tu me fazes quando dos encontros,
Sem ter aquela paz que vinha ao meu conforto!
Declaro tudo enfim: seremos nós dois monstros?
Ou feitos dois amores que julgamos soltos?

Uma resposta to “Entardecer de Pétalas III”

  1. Como sempre seus poemas são maravilhosos, o jogo de palavras, os sentimentos… muito bom! bjão

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