Trilhos Urbanos (ou Janelas Trilhadas)

Às vezes recrio expressões
Acenos em alguma estaca…
Eu fico a olhar na janela:
As muitas pessoas que vão…

Quem fica imagina um retorno,
Quem segue não sabe se volta
Eu fico a olhar na janela:
As vidas que a vida revolta!

Bilhetes e olhos de chuva
Um beijo não pode evitar.
Eu fico a olhar na janela:
As lágrimas nem podem contar!

Alguém telefona aflito,
E num desespero… ninguém!
Eu fico a olhar na janela:
Mensagens escritas de alguém!

O vidro embaçado na tarde
Parece dizer a verdade!
Eu fico a olhar na janela:
Pessoas sem suas metades!

Meus olhos persistem a procura,
De um, sobretudo vermelho…
Eu fico a olhar na janela:
E ainda assim sem espelho!

O tempo fechou-se ‘inda cedo
E todos dispersos sumiram…
Eu fico a olhar na janela:
O tempo que nós não nos vimos!

Eram precisas centenas,
Milhares de horas, nem sei!
Eu fico a olhar na janela:
Teu rosto ‘inda não encontrei!

Meu coração já está velho
De tanto bater em tua porta!
Eu fico a olhar na janela:
Se amo? Já não importa!

Trago uma foto de sonhos
Que fomos tão breves também!
Eu fico a olhar na janela:
E penso: será que ela vem?

Perguntas são tantas perguntas
Que as resposta já se perderam!
Eu fico a olhar na janela:
Pessoas que não se entenderam!

Às vezes crio expressões
Do ontem se tornar hoje!
Eu fico a olhar na janela:
Quem sabe um dia tu grites meu nome!

Uma resposta to “Trilhos Urbanos (ou Janelas Trilhadas)”

  1. ♫ ….Havia um tempo, em que eu vivia,
    Um sentimento quase infantil.
    Havia o medo e a timidez,
    Doutro lado alguém que eu não conhecia…♫

    Tu invadiste minha casa,
    Pulaste a janela azul,
    Culpa minha: vampiro que és, só entrou por ter sido convidado!
    Estando aqui, sugou minha alegria,
    Fartou-se com um amor ingênuo,
    Estando enfastiado, foi buscar outros….
    Descobri e chorei,
    Rompi e voltei!
    Dei uma chance….cansei!

    Quanto tempo faz? Já não me lembro mais!
    Mentira! Lembro-me de cada segundo,
    De cada ‘tic-tac’….
    Nem sabes o quanto te busquei!

    De tua janelas, muitas sumiram;
    Enquanto da minha foste o primeiro a aparecer,
    O primeiro que amei,
    O primeiro por quem eu chorei…
    Não suporto mais chorar!

    Tantas cartas escrevi,
    Cartas tolas, bobas
    (infantis – de chapeuzinho-vermelho)
    Todas eu rasguei!
    Depois juntei os pedaços,
    Depois guardei…

    Debrucei tanto naquelas janela azul,
    Chorei tanto em frente à ela….
    Telefonei, torpedeei, cliquei….naveguei…

    Oh, querido lobo!
    Porque me revelastes sua face mais curel?
    Porque não me deixastes na ignorância?
    Eu era feliz, te amando ingenuamente!

    Se me amas, eu me importo!
    Se grito teu nome?
    Estás surdo? Não ouves o eco?

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