Persona non Grata (Naquela Casa Morreram Meus Sonhos)

(Art by Alan Ayets – Lady of Mystery)

Beijei muitos rostos
Não tinham um “quê”
Que fosse melhor!

Lembrei dos perfumes.
Vitrines e bares
Que nós conhecemos!

Tivemos amigos,
Jantares e festas,
Estamos tão sós!

Fizemos cafés,
Torradas, geléias,
Num quarto qualquer!

Rasgastes a foto
Sem ter a razão,
Sem ter um por quê!

As flores murcharam,
No vaso da sala,
Tão triste ficou!

O meu prejuízo
Foi ter revelado
Amores sinceros!

Não há mais motivos
De ler tuas cartas,
De ir caminhar!

Calçadas vazias,
Vizinhos felizes,
Metade se foi?

Em busca de algo
Que enchesse de amor?
O que é o amor?

Escrevo nas cartas
Que um dia vivi
Feliz ao teu lado!

Agora morri
Sem ter endereços
Num quarto alugado!

Espero qu’encontres,
Um amor de verdade
E tenhas razão!

Terás muitas flores,
Perfumes e cartas
De amantes talvez!

Amor não se compra,
Amor não se paga,
O mundo dá voltas!

E quando bateres,
Que era tua porta,
Talvez seja tarde!

No amor se perdoa,
No amor se acredita!
O amor se faz vida!

São portas fechadas,
São cartas no chão,
E sombra de flores!

Talvez a velhice,
Vai dar como prêmio,
Sentir solidão!

(Out: 15, 2007)

3 Respostas to “Persona non Grata (Naquela Casa Morreram Meus Sonhos)”

  1. Revelastes teu amor?
    Se tu não revelas, como poderias exigir tua metade saiba?
    O coração duma mulher precisa de palavras,
    precisa de juras,
    necessita que lhe sejam sussurradas,
    com certa constância, palavras de amor,

    Senão a dúvida,
    – Algoz de todas as noites-
    se instala no coração e alma frágil,
    sensíveis…
    ferindo, com garras,
    estraçalhando aos poucos,
    expondo, quais vísceras arrancadas,
    a dor da rejeição….

    Homens não dizem que amam,
    temendo parecerem fracos
    – enquanto isso os faria parecer fortes, aos olhos da amada –
    Mulheres precisam ouvir,
    negar-lhes as juras é negar a natureza de seus corações amorosos,

    Não ouvindo, elas ficam ainda mais sensíveis
    às juras de outros…

    Mas se elas assim quedam,
    o fazem para esquecer o amor que sentem,
    por aquele que, não obstante eleito pelo coração delas,
    imaginam serem rejeitadas.

    Assim é a vida!
    Mas não há página que não possa, quando virada, ser relida,
    Não há pema que não possa ser retomado,
    Não há amor que não possa ser ressuscitado!

    E, na dúvida, na austera e dolorida dúvida,
    como poderia acusar – dedo em riste –

  2. hjjfuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuumeajudoumuito

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