Inóspitos Desejos I

(Art by George Grie)

I – As Marcas

Quando abri a porta
Não tive a intenção
De te provocar!
Olhastes meus rastros
Suores, fracassos
Aqui estou eu!
Sofri tantas noites
Andando sem rumo
Vivi surreal!
Colhi teus retratos
Do fundo das malas
Colei teu furor!
São sombras de dúvidas
Castigos e vísceras
De um curto prazer!
Poeiras nos móveis
Lençóis nos armários
Perfumes vencidos…
A taça na sala,
Baton “Guatemala”,
Cortei teus ciúmes!
(Fev: 04, 2001)

Uma resposta to “Inóspitos Desejos I”

  1. Óh…onde está o poeta?
    Onde está Dom Gaspar?
    Fez-me refém de teus versos,
    Para depois escapar….

    Empreguei bússolas, astrolábios,
    cães farejadores…
    Tudo em vão!
    Ineficazes para demonstrar,
    O caminho a seguir
    ou onde ele está!

    Joguei fora dicionários,
    Deitei fora meus livros,
    Cadernos rabiscados,
    poemas inacabados…

    Sem ele as palavras se perdem,
    não fazem mais sentido…

    Óh, meu bardo preferido:
    Onde estás?!?!

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