Vale dos Ateus: em busca de um retorno amor! – VII

VII – Meu Preço

Cavas minhas covas,
Que me pertencem?
Não tenho a terra,
Não tenho enxadas,
Não tenho grades…
Somente enchentes…

Temo o calor de tuas palavras,
Pedra que te procurei pedra,
Apodreci no leito teu,
E me embriaguei no teu leite!
Ah! Quão belo é o teu corpo,
E quando nos amamos,
Quanto tempo faz?

Quase todos os meus objetos me conhecem,
E nem uma página sei dos teus objetos…
Meus presságios se engaiolam
E me exalo em desculpas
E me exilo em mentiras,
E me asilo em recalques…

Ator que rebeldia meu guardião latente,
Faz-te contente por não sentir o que sinto
O que sinto por não te sentir…

Afasto-me por lugares e amplitudes serenas,
Em busca da ilha orgânica do basta!
Tecendo as velas do naufrágio breu,
Na angústia braçal de escapar ileso,
As farpas que abraçam os meus céus
Que um dia se tornaram a referencia
Do teu entusiasmo,…

Tudo recomeça,
Eu sei que tudo recomeça,
Eu sei quem eu sou,
Mas infelizmente não me destes a chance
De te conhecer melhor!

Enclausuro aqui minhas palavras!
Esse é o meu preço!!!

(Fev: 05, 2004)

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