Vale dos Ateus: em busca de um retorno amor! – VI

VI – Meus Arames

Lugares tornaram-me culpado por coisas que nada fiz,
O ventre de minha amada,
Faz os meus versos ejacularem-se no passado!
Isso me impressiona!
Com expressões de um futuro imaculado
E em julgamento, aquilo que criaram,
De um filósofo das sombras…
Sou um, dentre os loucos
Que vaga em busca de uma vaga
Em teu amor!
Em busca de razões,
Em busca de rasuras que cometi!

O tema absoluto me achaga minhas chagas…
Tornando uma úlcera de sentimento cardíaco…
Os magos deliciam-se em tubos de ensaio!
Os loucos tentam decifrar os códigos
Nos pergaminhos,
Escondem-se em bibliotecas,
E se tornam ácaros intelectuais…
Tento por todas as maneiras conter meu choro
Por não saber quão débil me criei,
Filosofo rastejante de passados
Para entender o que é ser humilhado!

E vão me tecendo em arames,
Farpeando as licenças que obtive
Retendo o princípio paterno de tudo,
Tristes vidas,
Trechos tristes,
O que significa conceber em cartas?
Quantas cartas melancólicas,
Fizeram-me emudecer em beijos alheios
e sentir-me anônimo no anonimato?!

(Jan: 17, 2004)

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