Rescisões

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Sou tua voz cansada
Nas quatro paredes sólidas!
Acaricies um rosto próximo
Em tua volta!

Não te revoltes
Com este acorde
Que não desperta
Um sentido exato!

O teu perfume se exalando em mel,
Numa cadeira de vime
Que não tem réu.
Nem tem razão!

O pecado é cometido
E se converte à toa!
No fundo não há mais
Palavras roucas!

Nem recados surdos…
É simplesmente
Um drama riscado
Que a alma risca…

É um ato de se viver
Antagonista!

Sou sua voz cansada
Que grita às quatro paredes,
Amada me sente,
Armados em redes!

Somos uma guerra pacífica,
Eu luto, tu lutas,
Entrincheirados em mímicas
Somos autores de kamassutras!

Ora lenços brancos,
Ora lenços vermelhos!
Camas sem lençóis e fronhas,
Gemidos em espelhos!

É um ato de se viver
Protagonista!

(Abr: 30, 1981)

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