Vale das Paixões (um beijo platônico aconteceu!)

I
Quer bela a cena se tornasse hoje
O momento belo que te vi parir os anseios
O fruto se vestindo de carne e osso
Ante aos nossos olhos crus!

Quão imagem pura e de fundamental sigilo
Nem ventos, nem águas, nem terras, nem fogos,
Contiveram minha paixão!

Lutamos pelos nossos inquéritos
Beijamo-nos à noite num completo presságio…
Na metamorfose de sonhos e escudos!

II
Baixam-se os portões, tentamos entrar;
Contudo, venceremos provações que virão?
Mas o presságio toma vulto, venta muito!
Venta forte arrastando até uma rara pétala
Debruçada na janela do teu quarto!

Deveria eu ter combatido os dragões da ganância
Com minha espada emotiva?
Espadas, espadas! Para que tantas metáforas?
Não!
Fracassei mais uma vez,
Mais uma vez fracassei,
Tornando-se um bobo da corte,
Ante a dezenas de atores!

III
O dragão da estupidez estava lá…
Olhando-me!
Medindo-me, para um provável ataque!

Retiro meu elmo, enxugo minhas lágrimas…
Que lutavam em querer ver os teus olhos
Minha amada!

Calcei o gozo em meio a luta somente…

Inflama oh! minh’alma,
Sobre minha descrença!

Preciso retirar-me destes vales,
E beijar-te pelas vidraças!

(Fev: 01, 2008)

Uma resposta to “Vale das Paixões (um beijo platônico aconteceu!)”

  1. Que presente vc me deixou! Belissimos versos meu amigo!

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