Conjugações: Um Gesto Eterno do Amor! – IV

IV – A Fonte de Mulher

Queria apenas
Dar-te um abraço improvisado!
Avisar aos pássaros
Que fossem mais líricos do que são!
E que os lírios selvagens
Se revestissem de brandura,
Espalhando o pólen privilegiado
Em teus pés!

E que as rosas
Cedessem seu aroma

E que os riachos,
Num ballet aquático,
Deixassem banhar teu corpo,
Num batismo erudito de mulher!

E que o tempo se abrisse,
Para com olhos nus,
O sol solasse um lugar,
Como fonte,
Como fundo de tua luz!

E tu me chamas,
Chamas-me…
De Amor!

Não permitirei que as dores,
Que a solidão,
Que a tristeza,
Abalem-te!

Eu direi, não!

(Nov: 26, 1999)

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