Poema da Sustentação – IV

IV – As Pedras Atiradas

Dissolvo as palavras neste ato
Comendo silab’as minhas razões
Um grito em muitos fez-me um teatro
A me perder entre as multidões!

Às vezes quando olho minha foto
Envelhecendo apenas o papel
E no meu rosto tua imagem noto
Que os nossos sonhos foram tudo ao léu!

Ah! Se voltasse em mim a tua imagem
E acabasse com a impiedosa ida
Nós dançaríamos numa viagem
A volta ao mundo pelas nossas vidas!

Haviam sombras nas janelas tuas
Quando uma pedra atirei contente
Uma mensagem com palavras nuas
A despertar a esse amor dormente!

(Fev: 17, 1981)

Uma resposta to “Poema da Sustentação – IV”

  1. QUE LINDO MUITO BOM

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