Poema da Sustentação – II

II – As Distorções

Às vezes vago sempre numa luta
Nos livros teus a ânsia de saber
Procurando-me em realeza oculta
Que se aproxima sempre no querer!

Em tal momento os olhos se cegueiam
Incendiando a ira de ser cego
E no meu peito amores se semeiam
Se arremessando ao abismo incerto!

Esta paixão em nós que se agiganta
Que não avisa aos falsos desalentos
O nó vai apertando na garganta
Vai distorcendo todo o pensamento!

Às vezes fico rindo quando caio
Com olhos cheios de orgulho e pena!
Se acreditasse em todo teu desmaio
Daria à vida toda uma cena!

(Jan: 12, 1981)

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