Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) XVII

XVII – GIZ

I
Sofrer, porque sofrer?
Retiras teus gostos, sofrer!
Se sofro não por querer,
Valei-me quando eu quiser…

Diante das amarguras,
Alianças fizeram pra mim,
Penúrias, oh quantas penúrias,
E eu distante de ti!

Por eu querer tanto assim
Das tuas verdades d’e-mails,
Trancaram as mensagens q’eu fiz

No alto de muitas colinas,
Icei-te para não te perder,
Icei-me aos ventos, como resto de um giz!

II
Não quero riscar o teu céu
 com tantas perguntas que tenho,
se sofro é por tua ausência,
se morro é pelo veneno…

Criei em mim um momento
que até duvido que viva,
o giz se perdeu pelos ventos,
os ventos levaram-me a vida!

Se creio é porque há uma certeza:
Que aparando teus riscos
Talvez me tragam a beleza…

Se lamento, é porque sou humano,
Se sofres, eu vivo teus riscos,
Se foges, eu sofro um engano!

III
Difícil quebrar tais motivos
Se não se consegue amar,
Não se consegue um alívio,
Amor não consegue se amar?

Meus atos são todos incertos,
Prendo-me em sofreres alheios
Não consigo manter-me desperto,
Talvez sejam meus meros anseios!

Tem coisas que podem romper
Com todos estes pretextos,
Primeiro elimina-se o sofrer

Segundo, o que o meu provérbio me diz:
“Tudo o que um giz tenha feito
Um simples apagador já causa muito efeito!”

(Ago: 07, 2001)

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