O Jogo, o Mosaico e o Tempo

Saudades Rainha?
Cadê teu rei?
Resta pouco tempo de jogo…
Antes me deste um en passent
Com um dos seus aldeões,
E concordei!
E agora me despedes…

Duelamos muitas cordas vocais…
Somos pecadores neste tabuleiro
Rasurado de pecados e rancores!
Marfim e Ébano!
Revestida de Marfim, me cobiças…
Dois amores vitrais,
Revestido de Ébano, te cobiço!
Dois amores vitais!

Mas as pessoas não sentem quando
As palavras ressentem,
Magoam…

Entoam de algumas bocas:
-“Desista! Vamos Desista!
O Tempo está acabando…”

Amas-me à distância,
Ando uma casa apenas!
E tu?
Podes ir direto a mim…
Ou retornar se quiseres,
Ou amar-me nas diagonais…

Tudo em razão do tempo!

Há muitas maneiras de se ganhar
Este jogo:
Ou entrego-me totalmente a ti,
Sacrificando os meus súditos,
A minha realeza,
A minha milícia…

Ou estrategicamente,
Matematicamente,
Esquadrinho todas as figuras
Que estão do teu lado!

Um Xeque Pastor talvez tu conheças!
O que seria uma desvantagem para mim:
Primeiro que ganharia o jogo;
Segundo que perderia teu encanto
Presa, ficarias ao lado do meu adversário!

Precisamos urgentemente,
Mudar as regras do jogo!

A Rainha que me acompanha
Confessou-me indignada:
-“Até quando terei que suportar estas
tuas jogadas!!!”

(Mar: 26, 1982)

Uma resposta to “O Jogo, o Mosaico e o Tempo”

  1. +pçççlpkk Says:

    gostei muito……………

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