Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) XVIII

FASES

I
Travesseiros
De espuma
O que queres?
To cansado!
To com sono!
As mulheres?
Abandono?

Travesseiros
De espuma
Ser feliz?
Sou feliz?
Onde estás?
Num vazio?
No armário?
‘tás com frio?

Travesseiros
 de espuma:
natureza
foi embora!
o carinho…
sentimentos…
os olhares…
quem te quis?
As estradas?
Os caminhos
Todos tortos?
Sem sentidos?

II
Travesseiros
 de espuma:
Quando fui
T’encontrar?
As lembranças!
As saudades!
As nuâncias!
Os quereres!
Milk shakes!
Os perfumes!
Os ciúmes!
Nossas brigas…
És feliz?
Ser feliz?
Sou feliz?

Travesseiros
 de espuma:
no teu corpo,
o carinho,
o conforto,
o segredo,
no meu dedo,
o teu corpo,
vaidades,
sentimentos!
Teus suores
E salivas,
O encontro!

III
Travesseiros
 de espuma:
natureza
foi embora!
Fico aqui,
Meio só,
Só ouvindo
Minhas lágrimas
Tão vazias,
Sem um ombro
Que me queira!
É besteira!
Ficar só!
Vou sair,
Buscar noites,
Buscar dias!
Talvez só!
Talvez dois!
Eu não sei!
Só sei que
Travesseiro
De espuma
És maldito
Travesseiro!

(Ago: 11, 2001)

Uma resposta to “Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) XVIII”

  1. […] janeiro 21, 2008 às 12:42 pm (Amizade, Amor, Amor platônico, Literatura, Mulheres, Muso inspirador, Palavras minhas, Pensamentos soltos) Lendo: Sociedadez Sonz Anciedadez  […]

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