À Sombra da Acácia

Mas as montanhas cravam-se na terra
Num alicerce natural que cava
Rompe-se do celeste, o relampejo,
Teu verbo no futuro que se cala…

E se dilata a célula nociva
No navegar constante em mar venoso…
Balança na justiça em peito aberto
Que és muda, cega, surda! –“Já nem ouço!”

Sinto-me tão distante do Arquiteto
Pois, meu calar aberra-se em tumulto,
Não conseguindo mais amar teu vulto!

De uma rocha sem valor tão perto
Se esmaga nas acácias minha sina,
O novo é vago, meu olhar termina!

(Jan: 07, 1982)

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