Pra não dizer que não falei de Bagdá!

Na ponta da carabina
Que eu quero prosear!
Tudo isso contamina,
E eu vou é pra Bagdá!

Desse jeito ta ruim,
Não dá nem pra prosear!
Já tem tanto nefelins,
Que não quero nem contar!

Volta e meia tão falando,
Que é pra gente se abrigar!
Não se sabe até quando,
Quando vou pra Bagdá?

Bang-bang! Bang-bang!
Bang-bang! Sem parar!
Bang-bang! Bang-bang!
Não baqueia
Bagdá!

Pelo menos eu sou digno,
De querer só prosear,
Mas tem um tal de maligno,
Torturando Bagdá!

Crianças não têm escola,
Não podem querer sonhar:
O poder ta nas pistolas,
Quero fugir pra Bagdá!

Mulheres cegas de dor,
Fazem seus filhos lutar!
não quero ser lutador!
eu vou morar em Bagdá!

Bang-bang! Bang-bang!
Bang-bang! Sem parar!
Bang-bang! Bang-bang!
Não baqueia Bagdá!

Fizer’universidades
Pra ensinar governar!
Guerrilhas pelas cidades?
Vamos mudar Bagdá!

Que vale ter um diploma
Se não têm educação!
É preciso homem-bomba?
Vou estudar em Bagdá!

As naves que aqui projetam
Não projetam como lá…
Quero o respeito que injetam
No povo de Bagdá!

Bang-bang! Bang-bang!
Bang-bang! Sem parar!
Bang-bang! Bang-bang!
Não baqueia
Bagdá!

Vou contar-te uma coisa
Atenção favor prestar:
‘qui ta faltando na lousa
É o mapa de Bagdá!

Sou sincero em dizer
Que a paz encontra-se lá,
Num adianta nem querer,
Que eu vou para Bagdá

Encontrei uma donzela
Que tá querendo casar!
Das mulheres a mais bela,
Vou casar em Bagdá!

Bang-bang! Bang-bang!
Bang-bang! Sem parar!
Bang-bang! Bang-bang!
Não baqueia Bagdá!

Lá no norte tão dizendo.
Que o sul tem que pagar!
Bagdá já ta vencendo,
Vença logo Bagdá!

Gastam tanto em quartéis
Inventando o que inventar…
Vou vender os meus pastéis
Num bairro de Bagdá!

De uma briga idiota
Pro petróleo conquistar,
No norte só tem agiota
Vou construir Bagdá!

Bang-bang! Bang-bang!
Bang-bang! Sem parar!
Bang-bang! Bang-bang!
Não baqueia Bagdá!

Espero que as Minhas Vozes
Possam entender meu cantar
Que morram todos algozes
Que viva só Bagdá!

O norte disse ao mundo
Que o mal ele que acabar!
O bem arrasando tudo?
Mostre teu bem Bagdá!

É na ponta da baioneta
Que eu quero prosear
Toquem as suas trombetas
‘tou chegando Bagdá!

Bang-bang! Bang-bang!
Bang-bang! Sem parar!
Já tá chegando o momento
De dar um basta Bagdá!

(Ou: 06, 2003)

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