Segredos e Recordações

Não devo tratá-los descordialmente!
Não tenho ouro, nem prata, nem diamantes…
O sol vai debruçando fielmente
Num aureolo tatuado de amantes!
Pousa na minha janela um olhar distante…
Em teu retrato, não me vejo mais!
As memórias trazem riquezas e postais…
Um mistério que fica do outro lado do oceano !

Bondade é uma das chaves!
Como consegui-la?
Como resgatá-la?

Em meu baú de recordações
Encontrei um cartão teu
Que me enviastes quando estavas na Europa!
Que me diz:

“Para teres meu coração,
Tu necessitas abri-lo!
Que esperas então,
Se tens o meu brilho?

Generosidade… que nos torna francos em humildade!
Franqueza…que nos entusiasma à felicidade!
Entusiasmo…que nos dá direitos de vencer a luta!
Direitos iguais…que nos compromete em mantermos a conduta!
Compromisso… que nos torna bondosos para com a fidelidade!
Bondade… que nos presenteia com amores plenos!
Amor… que nos faz amantes enquanto eternos!

Cabe à porta, o segredo… e mais nada!
À vontade de descobri-la tens!

De quem te espera. Tua Amada!”

Tuas mãos em minhas mãos,
Ajoelho-me beijando-te a tua foto!

Saúdo-te pela tua humildade!
Lamentando apenas, que meu orgulho interfira…
Minha ordem não se humilha,
Por ser humano, talvez?
Corremos riscos,
Enfrentamos nossos perigos!

Peço socorro!

Que chave me falta?
Deram-me tantas falsas…
A do desprezo?
A do isolamento?
A do querer simplesmente querer?

O que me respondes então?

Sento-me em minha poltrona,
Abro um livro, com tua dedicatória…
Os meus olhos se voltam para a janela!
Olham para o passado!
Ficam assim distantes!

Filmes que em segundos
Passam em minhas telas de vidro!
Suspiro silenciosamente, suspiro!
A noite se aproxima,
Os filmes não terminam!
O cansaço sobrevém,
A janela fica fria…
Anoitece, definitivamente anoitece!
Desprezos, isolamentos, retornos,
Saudades, quereres…
E eu não li teu livro!

Não devo tratá-los descordialmente?
E se tivesse ouro?
Prata?
Diamantes?
O sol estaria ainda se debruçando fielmente
Num aureolo tatuado de amantes?

Sempre, sempre
Pousa na minha janela o meu olhar distante…
Em teu retrato, remoças cada vez mais!
As minhas memórias…
Memórias, eu disse?

Como consegui-las?
Como resgatá-las?

(Jan: 17, 2008)

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