Apelos Melancólicos de um Andarilho Ateu VI

Atos Romanescos

De tantas figuras que encontrei
Fiquei fora do prumo,
Preciso me reabilitar das incensatezes
Que nós dois tecemos!
Incensavas maneiras de me possuir,
E esquecia que as nossas roupas
Estavam no chão,
E nossos cabelos em desalinho,
Viramos juntos copos de vinho,
Nos embriagamos de verdades,
E mentiras…
Fizemos juras de ofensas,
Que nunca nos deixaríamos ir,
E que isso acontecesse
Todos as nossas maneiras,
E que todas as dores iríamos espantar
Um dia!

Quero voltar,
Quero voltar para nunca mais sair!
Quero abandonar os enganos,
Abandonar nossas incertezas,
Mas não tínhamos a certeza
Da plenitude do não querer ir….

Sabemos que existimos
E insistimos em querer saber
Se existiremos ainda!

O que aconteceu comigo
São tolices vindas de um aprendiz,
E na astúcia,
Enfrentei os perigos das esquinas…
Abraçando indigentes apaixonados,
Mulheres programáticas,
Vendedores ambulantes,
Bueiros romanescos,
Famílias sem famílias,
Ocultas criaturas
Dos sentimentos esquineiros!

(Jan: 06, 2008)

Uma resposta to “Apelos Melancólicos de um Andarilho Ateu VI”

  1. Mas se é sendo insensato que te tornas perfeito!!!

    As esquinas te abrigam, poeta. Não deixe de visitá-las jamais.

    Volto mais tarde, querido 🙂

    Um beijo, poeta esquineiro…

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