Mare Nostrum

By Fátima Tardelli – in Oceanos Vitrais II

I
A tarde finda, que tristeza!
Mais uma noite, sozinha, sem ti!
Meus olhos te seguem,
(me miséria)
Migalhas de amor,
Ver-te assim, dos meus sonhos fugir

II
Sou um grão de areia,
Jogado no monturo,
Quem poderá me notar?
Se ele me nota, desfaleço
Quanto emoção consegue ele despertar!

III
Tu és o (meu) Quixote querido?
Alguma resposta podes me dar?
Conheço teu rosto agora,
Não fujas!
Até nos vales estreitos
Hei de te buscar!

IV
Beba meu vinho,
Deixe tais licores…
A festa eu meu reino é mais doce,
Sem nada (músicos, menestréis ou bobos a atrapalhar)
Somente dois amantes a se amar!

V
Meu nome vem de tais terras,
Mas sheiks não me conheceram jamais!
(De haréns passei a largo)
Sou livre para amar quem eu quero,
Sem grilhões (ou eunucos) a me aprisionar
Que me perdoem todos os sheiks árabes ,
Mas eu roubei camelos, ouros e tendas…
Se queres me presentear,
Presenteie-me realizando meus sonhos,
Só entenderei se assim o fizer,
O sonho de toda mulher é amar.

VI
Caminho sozinha há tempos,
Sem cavalheiro algum a me acompanhar,
Os que encontro são plebeus covardes,
Que ignoram sentimentos,
Só fazem magoar.

VII
Meus braços abertos à espera,
Convido-te a chegar,
Encontres comigo as delícias do amor,
Por certo não o deixarei jamais
À teus recantos retornar

(Jan: 10, 2008)

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