Fraselidades, Mortalhas e um Grito (Santa Cruz de Páscoa)

Forjaram das correntes um poder irônico:
Remontam na história um poder eclético,
Atravessando mundos a buscar memórias,
Souberam então que tudo era um mercado básico!
Entronizaram reis que eram puros sádicos,
Louvemos! Oh louvemos o poder do império
Ignorantemente nos curvando em átrios,
Dizei-me oh amor de incontáveis vértebras
Andais me provocando com este amor tão rústico?
Dizei-me oh amor de infinitas músicas,
Estais apaixonada pelas dores súditas?
Sonhais oh meu amor, que a minha morte seja súbita!

Poderes que atravessam Oceano Atlântico,
Orgias, caravelas, vão caçando o Báltico,
Riquezas seqüestradas pelos chãos da África,
Queimando e marcando reinos sub-raças?
Usinas e engenhos proliferam súditos,
Enquanto a burguesia vai pensando em fábulas!

Quereis que me ajoelhe, oh insensível mão algoz?
Urrar até perder a liberdade mítica?
Então estais vencido por não ter a tua voz…
Retratos de uma vida não se faz na fábrica,
Ergueram-se muralhas produzindo lógicas
Ignorantemente na verdade são atrozes
Se’um pingo de decência, falecidos éticos!

Trateis com estupidez, um povo que não é bárbaro!
Ou somos todos bárbaros pelos teus desejos?
Dizei-me oh nobre inseto de real astúcia:
Amais todos os seus com esse ar de hipócrita?
Semeias entre eles plantações de angústia?

Atrevo-me a cuspir no teu tapete mágico,
Sujando tuas falas de irreais arcanjos!

Forjaram das correntes pra gozar no pânico!
Retiram-se em bandos como inconseqüentes bêbados
Atravessando lanças pelos peitos núdicos,
Sangrando com euforia na presença in clerus
Elogiando templos a um deus inválido
Sustentam-se na vida na exploração de impostos!

Sejais mais natural em não sejais medíocres
Envies todo o pão ao povo, pra se acabar com a mímica!

Oh realeza fútil estais criando o trágico!

Tememos grandes fornos, como os de Aushiwitz!
Em cárcere privado nossa prole vítima
Urina em causa própria, pelo dia crítico!

Mamães são carregadas pelos matemáticos,
Unidos em saber pelas riquezas púnicas
Nudez se amontoando em banheiras tétricas
Desmancham-se cabelos, carnes pelas túnicas!
Ouvidos não tenhais oh morte cínica!

Escutais a cantoria de uma ode fúnebre!
Silêncios em fumaças, borbulhantes ritos,
Tatuam ao etéreo um grito de justiça!
Á Vida! Eu direi: Há VIDA num instante!

Então tereis em vossas páginas históricas
Mulheres e crianças, vidas tão heróicas!

Falemos então dos velhos anciãos e suas sílabas,
Acordavam de manhã, a construir sabático!
Senhoras e Senhores, não reveleis vossos segredos…
Espereis pelo Supremo que acabará com estes pesadelos!

(Jan: 10, 2008)

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