Manifestos Verbais

Deus está em todas as partes?

Nas galerias dos artistas? Ou nas obras de arte?

Nas Muralhas da China? Ou nos Baluartes?

Nos planetas distantes,? Ou nos céus de Marte?

Nas inquisições, nos martírios? Ou na voz dos mártires?

Nas teorias, nas vãs filosofias? Ou nas práxis?

Nos outeiros, nos vales? Ou nos pontos de táxis?

Nos outorgantes escribas e seus pares? Ou nas frases que estão escritas nas lápides?

Nos Césares, nos Alexandres, nos gládios? Ou nos Napolões Bonapartes?

Nas sinagogas, nas mesquitas, nos zigurates? Ou nos vendilhões de arremates?

Nas torres, cavalos, reis, rainhas e padres? Ou no sentimento de estar em xeque-mate?

Na mídia, na Internet, satélites, celulares? Ou em todo sistema que cria encartes?

Nas adagas, nos canhões, fragatas e espaçonaves? Ou está também nos bacamartes?

Nos temas, nas políticas, nos nós que não desatam: ou num sôfrego perplexo debate?

No sono, nas insônias, nas madrugadas de trastes? Ou em todas as manhãs e tardes?

No “Tratado das Paixões da Alma” de René Descartes? Ou nas “Cartas Sobre a Itália” de Carlos Duparty?

Nas campanhas do Capitão Elisafate? Ou no súbitos silêncios dos enfartes?

Nas PUCs, Federais, Oxford, Cambridge, particulares? Ou em todas as escola de ensino grátis?

Nos governos de Reagan, de Bush, de Saddam, de Jimmy Carter? Ou nos blues de B.B. King, nas letras de Sting e Paul McCartney?

Na solidão, nos corredores vazios hospitalares? Ou nos temporais, abalos sísmicos, e Tsunamis?

Na musa inesquecível Cardinale? Ou nos festivais de Elis, Vandré, MPB4 e Buarque?

Na Tomada de Bastilha? Ou no Tratado de Versalhes?

Nos mestres acadêmicos da Escola de Sagres? Ou na revelação congregada em Sardes?

No “Leviatã” de Thomas Hobbes? Ou n“O Príncipe” de Maquiavel dos nobres?

Na visão de Costa Gravas, na inspiração de Morricone? Ou nas “Riquezas das Nações” do inglês John Maynard (Keynes)?

Nas teses de Lutero, no pacifista Luther King? Ou na jovem heroína Joana D’Arc?

Nos Quatro Cavaleiros do Apocalipse, Manto Sagrado? Ou nas entrelinhas do clássico Quo Vadis?

Nos romances “A Náusea”, “Nos caminhos da Liberdade”? ou nos dramas “Porta Fechada” e “As mãos Sujas” de Sartre?

No campos de Auschwitz , Pinochet, Sukarno, Kadafi, Osama Bin Laden? Ou na França, nos vitrais e retratos (esculpidos) na cidade de Chartres?

Na gloria de Francisco Barreto de Meneses contra os holandeses na Batalha de Guararapes? Ou na Cabanagem, nos Farrapos, Balaiada, Sabinada e Mascates?

Nas entrelinhas dos poetas, nos sonetos, nos destaques? Ou nas imperfeições de estilo escritos na Comédia Humana de Balzac?

Na Grande Depressão de 29; nas Bombas de Hiroshima e Nagazaki? Ou nas chuvas de mísseis sobre o Iraque?

No World Trade Center no coração da cidade? Ou nas água magoadas de insanos kamikazes?

No Duce amargo que na tristeza a Itália invade? Ou na Paz Armada da Entente Cordiale?

Deus para mim, é o princípio de tudo: é a letra “A “!
Deus para mim, é o fim de tudo: é a letra “Z”!
Para mim é Jeová”!
E pra você?

(Set: 09, 2004)

Uma resposta to “Manifestos Verbais”


  1. Oras,
    Se Deus existe….
    Pq permite que ele (meu amado) esteja longe de mim……?

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