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Pequena Homenagem às Mulheres

Postado em Artes, Pensamentos, Poesia em 27 27UTC Setembro 27UTC 2008 por Prof Gasparetto

Persona non Grata (Naquela Casa Morreram Meus Sonhos)

Postado em 05 Pentassílabos, Pensamentos, Poemas, Poesia em 4 04UTC Junho 04UTC 2008 por Prof Gasparetto

(Art by Alan Ayets – Lady of Mystery)

Beijei muitos rostos
Não tinham um “quê”
Que fosse melhor!

Lembrei dos perfumes.
Vitrines e bares
Que nós conhecemos!

Tivemos amigos,
Jantares e festas,
Estamos tão sós!

Fizemos cafés,
Torradas, geléias,
Num quarto qualquer!

Rasgastes a foto
Sem ter a razão,
Sem ter um por quê!

As flores murcharam,
No vaso da sala,
Tão triste ficou!

O meu prejuízo
Foi ter revelado
Amores sinceros!

Não há mais motivos
De ler tuas cartas,
De ir caminhar!

Calçadas vazias,
Vizinhos felizes,
Metade se foi?

Em busca de algo
Que enchesse de amor?
O que é o amor?

Escrevo nas cartas
Que um dia vivi
Feliz ao teu lado!

Agora morri
Sem ter endereços
Num quarto alugado!

Espero qu’encontres,
Um amor de verdade
E tenhas razão!

Terás muitas flores,
Perfumes e cartas
De amantes talvez!

Amor não se compra,
Amor não se paga,
O mundo dá voltas!

E quando bateres,
Que era tua porta,
Talvez seja tarde!

No amor se perdoa,
No amor se acredita!
O amor se faz vida!

São portas fechadas,
São cartas no chão,
E sombra de flores!

Talvez a velhice,
Vai dar como prêmio,
Sentir solidão!

(Out: 15, 2007)

Poema Amargurado de Um Querer Distante! – VII

Postado em 10 Decassílabos, Pensamentos, Poemas, Poesia em 30 30UTC Maio 30UTC 2008 por Prof Gasparetto

(Art by Vladimir Kush, walnut of eden)

VII – As Conseqüências

Trouxeste-me dos campos teu plantar
Que cultivado sonhos m’encontrou!
As noites já não tinham mais luar!
E os dias, nem o sol se despertou!

Preciso me esconder dentro dos frios
Que a amargura provocou em mim…
A morte se compraz vendo meus erros
P’ra que eu pense que chegou meu fim!

Existo em tais dilemas meu amor?
Ou julgo estar amando no vazio
Ou nós criamos um amor baldio?

Existe alguma forma minha dor
Que morras nesse instante de sofrer?
Ou queres que me mate por perder?

(Ago: 30, 1980)

Meio Ambiente: Eu Quero Um Pra Viver!

Postado em Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia em 30 30UTC Maio 30UTC 2008 por Prof Gasparetto

(Art by Mazo 3D)

Mas há tantas perguntas a serem feitas,
entre tantas: o que fizeram das cores?
Ignoram os verdes, ignoram os azuis…
Oprimem as águas, oprimem os ares!

Alguém quis pintar o cenário com outras cores
manchando as cores primárias, as secundárias…
Brincaram com as matizes do cinza, vejam só!
Ignoraram as cores, ignoraram os vôos…
Elevaram o cinza feito cortina em céu fechado!
Não foram capazes de bordar o futuro:
trouxeram tratores e moto-serras!
Evitaram o novo, plantaram o obscuro!

Obrigaram as aves a pousarem! Mas aonde?

Queimaram solos, décadas, memórias…
Ungiram com brasidos o solo fértil,
Ergueram tótens à tecnologia e chaminés à demagogia!

(Art By almagnus.com)

Ergueram monumentos rústicos, desviaram rios!
Sem saber ao menos uma única prece…
Todos querem beber da mesma fonte:
Água que não mais evapora, vira pó!
Orgulhos? Podres orgulhos!

Respondem com agressividade capital,
Erguem muralhas ao monopólio comercial…
Sentem-se donos da própria natureza…

Erguem outdoors em neóns e acrílicos,
Revolvendo seus problemas financeiros!
Vasculham as florestas, expulsam os silvícolas…
Arquitetam banquetes, grandes festas!
Não imaginam que os dias são críticos,
difíceis de manejar…
Orgulham-se com o caos assoberbado da luxúria…

Pensam na imortalidade tordesilhana,
Arquivam a natureza como um simples detalhe,
Resolvendo seus problemas financeiros!
Armam-se de tratores, serras-fitas e arames farpados!

Armam-se de glórias, deixando para trás farrapos…
Servidão inglória, servidão desumana!

Não percebem que mataram mais um dia!
Óbitos e mais óbitos
Saem dos hectares,
Saem do sonho ardil…
Agridem com suas máquinas o nosso jeito infantil!
Saboreiam a mediocridade desmatando vidas!

Valei-me Deus: o que é a vida afinal?
Isso tudo seriam partes de um pesadelo
De Hiroshima à Chernobyl?

Armam-se de arrogantes senhores?
Senhores do quê?

Senhores de quem?
Eles devem pensar que são imperadores!!!!

Enganam-se, senhores!
São apenas medíocres senhores,
trazendo a tragédia como projeto,
Aguçando na natureza seu poder insano!

Ouçam-me que se faz tarde se queremos preservar o ser humano!

Mesmo aqui, procuro cultivar
Ao menos uma semente,
Num solo hostil, às vezes sou descrente!
Criaremos, ou tentaremos revolucionar!
Haja o que houver,
Ainda que as bandeiras não tenham mastros,
Negaremos hoje que o absurdo continue…
Dão-nos pedras, daremos pães!

Ouviremos os sensatos, reagiremos aos infiéis!

(Art By almagnus.com)

Ainda há tempo, amigos!

Venceremos braço-à-braço!
Iremos juntos passo-à-passo!
Diremos a todos numa só voz que a natureza é nossa!

                                             que a natureza somos nós!
Alguém é contra???

(Mai: 30/08)

Separações

Postado em 00 Livressílabos, Acróstico Clássico, Crônicas, Pensamentos, Poemas em 29 29UTC Março 29UTC 2008 por Prof Gasparetto
george-grie-romantic-picnic-of-recipe-for-two.jpg
(By George Grie )

Tordesilhamos nossas vidas…
Retiramos as colunas dos átrios…
Abaixo das discussões ficamos!
Tordesilhamos nossos espaços…
Acreditamos em pactos…
Direitos e deveres…
Outorgamos o que entendíamos ser justo!
Separamo-nos em metades, somente!
Elevamos nossas diferenças!

Ditamos regras um ao outro.
Impusemos limites às falas,
Silenciamos no debate!
Criticamos a barbárie,
Olvidamos os ataques.
Retiramos as estratégias…
Divulgamos revoluções…
Arquitetamos territórios…
Nem sequer nos ouvimos…
Criticamos a barbárie!
Imitamos os bárbaros…
Ameaçamos um golpe de estado,
Suspeitamos de nossas tréguas!

Sumariamente suspeitos!
À margem do processo estamos,
Observando algo diferente!

Atentados ao pudos, manifestamos!

Novas trincheiras, novos silêncios!
Ouvimos reconciliação…
Sentimos natos?
Sofrimentos gratos?
Ainda, nenhuma referência…

Suplicamos os feitos!
Entendemos que ora o momento,
Avaliamos os estragos causados,
Retiramos as estratégias,
Ameaçamos indignações…
Como entender tudo isso?
Abandonar simplesmente o posto?
Ou avançar na hostilidade?

Emoções iradas!

Orações pra nada!

Quem sobrevive?
Um ou dois?
E os demais?

Blindados modos de respeito!
Abruptos modos de respeito!
Somos ainda sobreviventes?
Trocamos o tudo pelo nada!
As diferenças é que venceram!

Estamos e somos banidos!

Obrigatoriamente, estamos e somos banidos!

Quiçá, retirássemos as farpas.
Ultimato de identidades
Elimina-nos das coerências…

Bendito sejam os teus dias
Ainda que carregues a soberba como identidade,
Saberei que a batalha findou-se!
Teimamos em construir uma vida juntos,
Agora, temos um MEMORIAL À INSENSATEZ!