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Ilha da Fantasia

Postado em 07 Redondilha Maior, Poemas, Poesia em 20 20UTC Outubro 20UTC 2008 por Prof Gasparetto

Mesmo que eu roube teu beijo
nunca serei teu amante?
Me perco nos meus desejos,
me perco nos teus distantes…

fico a andar pela vida,
queria ser navegante,
mas em teu braços querida
sinto que serei amante!

Basta dizer em qual ilha
que farei um castelo…
o teu olhar me domina
ser teu amante é o que eu mais quero!

Já passa da meia-noite
e um luar se dissipa…
ouço no mar teus açoites:
ouço no ar quanto gritas!

É realmente desejo?
Ou uma façanha da vida?
Quero roubar só um beijo,
ser teu amante querida!

Fagulhas

Postado em 07 Redondilha Maior, Crônicas, Poemas, Poesia em 29 29UTC Março 29UTC 2008 por Prof Gasparetto

Invernos! Vivi invernos!
Se o frio que sofro é saudade
Meus textos já não são eternos
Amamos e nunca foi tarde!

Crescemos fingindo paixões
Num tempo que amei de verdade
Deixamos o amor pra depois
Sem ter uma vida que agrade!

Queimamos invernos tão sós
Em quartos tão frios de dor
Lembranças viraram torpor…

Em quadros pintados por nós!
Quisera eu ser teu inverno
E em teu calor ser eterno!

Perfumes ao Vento (ou Rastros de Adeus) XVII

Postado em 07 Redondilha Maior, Pensamentos, Poemas, Poesia em 31 31UTC Janeiro 31UTC 2008 por Prof Gasparetto

XVII – GIZ

I
Sofrer, porque sofrer?
Retiras teus gostos, sofrer!
Se sofro não por querer,
Valei-me quando eu quiser…

Diante das amarguras,
Alianças fizeram pra mim,
Penúrias, oh quantas penúrias,
E eu distante de ti!

Por eu querer tanto assim
Das tuas verdades d’e-mails,
Trancaram as mensagens q’eu fiz

No alto de muitas colinas,
Icei-te para não te perder,
Icei-me aos ventos, como resto de um giz!

II
Não quero riscar o teu céu
 com tantas perguntas que tenho,
se sofro é por tua ausência,
se morro é pelo veneno…

Criei em mim um momento
que até duvido que viva,
o giz se perdeu pelos ventos,
os ventos levaram-me a vida!

Se creio é porque há uma certeza:
Que aparando teus riscos
Talvez me tragam a beleza…

Se lamento, é porque sou humano,
Se sofres, eu vivo teus riscos,
Se foges, eu sofro um engano!

III
Difícil quebrar tais motivos
Se não se consegue amar,
Não se consegue um alívio,
Amor não consegue se amar?

Meus atos são todos incertos,
Prendo-me em sofreres alheios
Não consigo manter-me desperto,
Talvez sejam meus meros anseios!

Tem coisas que podem romper
Com todos estes pretextos,
Primeiro elimina-se o sofrer

Segundo, o que o meu provérbio me diz:
“Tudo o que um giz tenha feito
Um simples apagador já causa muito efeito!”

(Ago: 07, 2001)

Encontros e Despedidas

Postado em 07 Redondilha Maior, Pensamentos, Poemas, Poesia em 31 31UTC Janeiro 31UTC 2008 por Prof Gasparetto

Neste vazio, pequei!
(Em) braços estranhos dormi!
Vida nem sabe porque…
Deram-me tanto de ti!

Curar as minhas feridas,
Milagres talvez tu faças!
Saio em silêncio da vida…
Estou perdido, sem graça!!!

Que se transborde a taça,
Com tudo que atrapalha,
A dor quer ser meu tormento…

Distante de qualquer praça,
Eu digo então cara-a-cara:
-“Não quero mais, sofrimento!”

(Jan: 30, 1982)

Poema da Inspiração n° 4

Postado em 07 Redondilha Maior, Crônicas, Pensamentos, Poemas, Poesia em 19 19UTC Janeiro 19UTC 2008 por Prof Gasparetto

I
Tu és ainda menina,
E o meu tempo passou
Agora tudo me ensinas
Sobre os bordados do amor!

Tu és um tudo pra mim,
A tua sina é cantar
Tão carinhosas assim
Como não posso te amar?

Tu és na noite o meu brilho
Luar que versos não tem
Enluarado caminho
Lua que quero tão bem!

Tu és as quatro estações
Que o meu poema cantou
Onde estão minhas paixões
Que teu amor desenhou?

II
Tu és a minha fragrância,
O meu mais raro perfume
Não quero dar importância
Frascos que trazem ciúmes!

Tu és de toda uma história
Mais ilustrada que li,
Deixas na minha memória
Beijos molhados de ti!

Tu és toda a formosura
Que meus escritos falaram…
És letras nesta textura
Palavras que sussurraram!

Tu és o meu grande amor,
Que compartilhas saudades
As cores brotam na flor
Trazendo felicidades!

III
Tu és a minha ousadia
Que jamais vou esquecer
Quis seqüestrar-te um dia
Na tua vida tecer!

Tu és o meu grande encontro
Que semeou a paixão
Não sou poeta, sou louco
Que acolheu teu coração!

Tu és dentre as mulheres
Que compreendestes amar,
Saudade quando vieres
Não venhas! Podes voltar!

Tu és meu único encanto
Que eu cantei em allegro
Mas non troppo no entanto
As dores que tudo nego!

IV
Tu és meu candelabro
Com sete velas ou mais
A ti meu coração me abro
Na luz dos meus castiçais!

Tu és o grande segredo
Indecifrável paixão,
Sangue na ponta dos dedos
Segredos do coração!

Tu és u’a linda paisagem
Contemplas todo o meu corpo,
Com infinitas mensagens,
Elevando-me ao topo!

Tu és das minhas andanças
A musa mais venerável,
Não quero apenas u’a dança,
Quero teu dançar amável!

V
Tu és a luz dos poetas!
Tu és a última cena!
Tu és enfim, o poema…
Que a minha vida completa!

(Mar: 09, 2004)